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terça-feira, 4 de novembro de 2014

TEÍSMO ABERTO - Gilton Duarte de Melo



TEÍSMO ABERTO

Gilton Duarte de Melo
O tema que estaremos abordando neste artigo, certamente, é motivo de muitas discussões em ambientes acadêmicos e, também, em conversas informais entre líderes cristãos. Gostaria de destacar que, a ideia não é levantar polêmica sobre o assunto, e sim, apenas, mostrar as diferenças entre conceitos que, equivocadamente ou a propósito de alguns autores, são expostos como “verdades”, equiparando ou igualando princípios defendidos em variadas linhas ou pensamentos teológicos. Exemplo: Teísmo Aberto x Arminianismo.
O Teísmo Aberto é uma tentativa de explicar o inexplicável (relação entre o pré- conhecimento de Deus sobre os fatos e o livre arbítrio dos homens).
Os argumentos do teísmo aberto são, essencialmente, estes:
Os seres humanos são verdadeiramente, livres; Se Deus soubesse o futuro, absolutamente, os seres humanos não poderiam ser livres; Sendo assim, Deus não sabe tudo sobre o futuro. O teísmo aberto acredita que o futuro não pode ser conhecido.
O teísmo aberto se baseia em trechos das Escrituras em que Deus aparece “mudando de ideia” ou, ainda pior, sendo “surpreendido”, parecendo adquirir conhecimento no momento dos fatos ocorridos. Uma passagem clássica para aqueles que defendem esta visão, se encontra em Gênesis 22:12, onde Deus diz a Abraão: “Não estendas a mão contra o moço, não lhes faça nada, pois agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, teu único filho”. Para o teísta aberto, isso mostra, claramente, que Deus aprendeu algo a respeito de Abraão – algo que não tinha conhecimento prévio. Outra passagem da Bíblia que os teístas abertos utilizam para fundamentar seus argumentos, está em I Samuel 15:11-35, onde, por duas vezes, Deus diz que “se arrependeu” de ter feito Saul rei. Com esses “argumentos”, fica a pergunta: Será que Deus pode, de fato, se arrepender de alguma ação sua que ele sabia, desde a eternidade, que aconteceria como aconteceu? Existe outra situação bastante utilizada pelos teístas abertos em suas considerações, o dilúvio em Gn 9:14 – o sinal do arco-íris dado por Deus é um lembrete a ele mesmo de que nunca mais trilhará este caminho (na visão teísta aberta).




Analisando os argumentos bíblicos
Será que essas e outras passagens deveriam ser interpretadas como são pelos teístas abertos? Será que deveríamos concluir, justificadamente, que a Bíblia indica que o conhecimento de Deus acerca do futuro é limitado e que Ele, de fato, aprende algo do que acontece somente quando pessoas livres fazem suas escolhas e praticam o que escolheram livremente?
Para responder essas perguntas, precisamos ter certeza, observando, criteriosamente, as passagens usadas em defesa do ponto de vista aberto e ver se, de fato, indicam que Deus aprende algo que não conhecia antes à medida que a história se desenrola e as pessoas fazem suas escolhas. Devemos perguntar, também, se a Bíblia realmente ensina que Deus conhece algo que os teístas abertos negam que ele possa conhecer: as livres ações e escolhas humanas futuras.
Observando cada uma das ocorrências citadas no início deste artigo, podemos fazer algumas considerações baseadas na própria Palavra.
1.    Quando olhamos para a passagem em questão, no caso de Abraão (Pois agora sei que temes a Deus), vemos que o Anjo não diz que agora Deus sabia que Abraão seria obediente à ordem de Deus ou que Abraão realmente sacrificaria o seu filho. Antes, ele diz: Pois agora sei que TEMES a Deus. Certamente, Deus tinha bons motivos para já saber que Abraão o temia, pois Ele conhece o coração de cada pessoa (I Cr 28:9 e I Sm 16:7) e, sendo assim, também conhecia toda a vida de obediência de Abraão. E isso é de extrema relevância, uma vez que Abraão é citado no Novo Testamento como um homem de fé; elogiado, inclusive, pelo apóstolo Paulo no livro de Romanos. O autor da carta aos Hebreus, também, faz uma referência a Abraão, tanto por ter deixado seu país para seguir a Deus, quanto por oferecer Isaque, crendo, inclusive, que Deus faria o seu filho retornar de entre os mortos. Particularmente, não tenho dúvidas de que Deus, por sua presciência, já sabia que este homem, conhecido por sua fé, estaria disposto e, totalmente, convicto de que Deus poderia ressuscitar o seu filho sacrificado, caso isto viesse a acontecer. Prefiro entender esta afirmação (Pois agora sei que TEMES a Deus), como uma confirmação daquilo que Deus já sabia. Cito, aqui, uma ilustração muito adequada, feita pelo Bruce A. Ware, em seu livro Teísmo Aberto, o qual compara como a ocasião em que um marido muito carinhoso e amoroso expressa novamente à esposa seu profundo amor por ela. Suponhamos que ele chegue do trabalho e surpreenda-a com planos para uma viagem de fim de semana. Nesse momento de empolgação e intimidade, ele poderia perguntar-lhe carinhosamente: “Querida, você sabe neste instante, do fundo de seu coração, que eu a amo”? Ela poderia dizer: Depois do que você fez, eu realmente sei, neste instante, o quanto você me ama. Considerando assim, seria correto dizer que somente naquele instante, e não antes – ela veio saber algo que não sabia anteriormente em relação ao amor do marido por ela? Com certeza não. Pelo contrário, a experiência presente trouxe novo testemunho e reafirmação do amor do marido, de modo que naquele momento ela soube novamente do amor dele.

Em Gênesis 18, Deus fala a Abraão a respeito da destruição de Sodoma e Gomorra. Ele diz: Porque o clamor contra Sodoma e Gomorra se multiplicou, e o seu pecado se agravou muito, descerei agora e verei se tudo o que eles têm praticado condiz com o clamor que tem chegado a mim; se não for, saberei. Nesse texto, temos algo bem interessante a ser analisado. Se considerarmos a visão Teísta Aberta, teríamos que negar a onipresença de Deus, pois Ele teve que descer do céu pra ver o que estava acontecendo nas duas cidades. Teríamos, também, que negar o conhecimento de Deus em relação ao passado, pois Ele teve que confirmar se os sodomitas praticaram tais atos terríveis. Numa outra avaliação, teríamos de negar que Deus conhece tudo sobre o presente, pelo fato de ter que descer e ver, comprovando assim, os relatos.
E agora?
Estamos diante de um problema, uma vez que todos os cristãos evangélicos e ortodoxos, e mesmo os teístas abertos, afirmam que o Deus da Bíblia é Onipresente; possui conhecimento perfeito e completo do passado e possui conhecimento prefeito do presente.

Cremos assim, mesmo porque as escrituras estão recheadas de ensinamentos sobre esses pontos.

Sendo assim, não é correta a interpretação literal - que Deus teve que descer até Sodoma a fim de saber se o que ouvira era verdade.
Prefiro entender esta passagem como uma declaração de um pai, brincando de esconde-esconde com o filho: “Vamos dar uma olhadinha naquele canto para ver se sua irmã está se escondendo por ali e, então, vamos saber”. O pai diz isso tudo, ciente, o tempo todo, de que ela está mesmo ali.

2.    E em relação ao fato de Deus ter-se arrependido por ter posto Saul como rei (I Sm 15:11-35)? Será que este arrependimento indica que Deus pensou que aconteceria uma coisa, mas depois ficou sabendo de algo que não sabia antes, já que aconteceu uma coisa diferente, em relação a desobediência de Saul?

O versículo 29 do capítulo 15 de I Samuel se encaixa, perfeitamente, nos versículos 11 e 35.

Precisamos entender que Deus nunca adquire conhecimento de novas informações e nunca é surpreendido pelo que acontece. Desta forma, Ele nunca pode se arrepender (em sentido estrito) por, supostamente, ter chegado ao seu conhecimento que aquilo que antecipara não aconteceu. Por outro lado, à medida que os fatos que aconteceriam se desenrolam de acordo com o que ele sabia de antemão, Deus ainda assim pode ficar profundamente consternado e angustiado com o pecado que, em determinado momento, testemunha e, desta maneira, pode “arrepender-se” (em sentido amplo, v 11 e 35) de essas coisas terem acontecido.
Nessa mesma passagem o autor quer que conheçamos duas coisas sobre Deus. A primeira coisa que devemos saber é que, de fato, assim como Deus nunca pode mentir, seu conhecimento também é determinado e por isso ele nunca pode vir à saber de algo que o levará a criticar, questionar ou arrepender-se do que fez. Ele é Deus, não homem, e, como Deus, está acima de qualquer “arrependimento” em sentido estrito.
A segunda coisa é que, simplesmente, por Deus nunca questionar o que está acontecendo (uma vez que já sabia tudo isso de antemão), não devemos concluir que Ele não se importa com o pecado que se revela. Ele se importa, sim, e ficou profundamente consternado com o que Saul fez à medida que testemunhava o desdobramento do que anteriormente sabia que aconteceria.

Presciência divina, completa e definitiva.
Poderia, aqui, citar várias passagens das Escrituras Sagradas, onde encontramos, claramente, a ação da presciência de Deus, de uma forma completa e definitiva. Uma dessas, está em Êxodo 3:19,20, onde, depois de aparecer a Moisés na sarça ardente, mas antes das dez pragas e da libertação de Israel através do Mar Vermelho, o Senhor dirigiu-se a Moisés e disse: “Sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, a não ser pelo poder de uma forte mão. Por isso, estenderei a mão e ferirei o Egito com todos os prodígios que farei no meio dele. Depois disso, ele vos deixará ir”. O texto mostra, de uma maneira bem natural e óbvia, que Deus já sabia que o rei do Egito não iria permitir que os filhos de Israel partissem, salvo sob coerção, e que Deus também sabia que, depois de trazer as pragas sobre o Egito, o rei iria deixá-los partir. Ou seja, esta é a declaração do conhecimento divino sobre as decisões futuras do faraó, primeiramente resistindo a deixá-los ir e, em seguida, sobcoerção, deixando-os ir.
Considerando tudo isso, só podemos chegar a uma conclusão:
O Teísmo Aberto não tem, absolutamente, nada a ver com o arminianismo. Fica muito claro que, enquanto o primeiro declara que Deus não conhece o futuro, apenas, o conhece à medida que os fatos vão ocorrendo (isto pra mim é presente), o arminianismo diz que Deus conhece, sim, definitivamente, todas as coisas em todos os tempos (presente, passado e futuro). O arminianismo defende que o homem, por ter sido criado à imagem e semelhança de Deus, pode tomar decisões e fazer suas escolhas. É certo que todos nós cremos na soberania de Deus e que Ele não está limitado aos nossos desejos e, quando Ele quer exercer a Sua soberania, Ele assim o faz.
Muitas pessoas tentam deturpar a visão arminiana, comparando-a com “posicionamentos teológicos”, os quais, não estão alinhados com a Palavra. Podemos afirmar que o Teísmo Aberto é um grande equívoco e um dos maiores e representativos erros de interpretação dos últimos dias.
Creio e continuarei crendo no único Deus; Salvador; Criador e, através da Sua onisciência/presciência, conhece o futuro, o resultado de todas as coisas, inclusive, as nossas escolhas. E isto é assim, porque, simplesmente, Ele é DEUS.







terça-feira, 24 de setembro de 2013

TEÍSMO ABERTO - DANIEL FERNANDES

TEÍSMO ABERTO

ALUNO: DANIEL FERNANDES



1.1 RESUMO
A teologia relacional ou teísmo aberto nada mais é que uma forma incapacitada que o homem tem de tentar entender algo da parte de Deus que não pode ser entendido de forma plena. Ou seja, quanto a liberdade moral do homem e o total controle de Deus sobre as criaturas relativo a seus decretos, é de fato algo, complexo que a mente humana não irá encontrar respostas plenas para tal. É justamente na tentativa de se encontrar respostas para estas questões que surgem as heresias.
1.1.2 PALAVRA CHAVE
Há uma área de acesso restrito só a Deus em toda teologia

2.0 INTRODUÇÃO
Há um certo tempo, um dos expoentes do Teísmo aberto, o pastor Ricardo Gondim, teceu um artigo numa rede sócia onde dizia o seguinte; “Eu não me contento com respostas simples ou com a simples resposta eu não sei” É justamente ai que mora o perigo, pois nesta ânsia de saber o que foge ou transcende o entendimento humano é que os homens ferem ou maculam as escrituras. Em outra postagem deste referido pastor supra citado anteriormente, o mesmo comentou a tragédia do Tsunami no Japão e disse que Deus não sabia e não tinha conhecimento do que iria ocorrer no continente asiático e mesmo que soubesse não poderia fazer nada. esta é a suma do teísmo aberto que aliado ao advento do livre arbítrio alega não saber Deus qual será a ação futura  de suas criaturas.
3.0 REFERENCIAL TEÓRICO
Concordar ou fazer as referidas alegações que se viu na introdução deste artigo  é atribuir a Deus simplesmente limitações e características humanas. Na realidade esta foi uma das intenções de algumas religiões ao decorrer dos séculos, trazer Deus à esfera humana e não só isso, mas também, Limita-lo. Há um teólogo chamado Norman Geisler que define de forma muito hábil o que e onde estaria, no sentido de patamar, Este Deus. “Nós, seres humanos, estamos no interior de uma estação de trem. Assim só se pode ver o trem vagão por vagão. Deus, ser supremo, está no alto da mais alta montanha e de lá ver o mesmo trem por completo” (Não tenho fé suficiente para ser ateu)  Esta é a ideia querente que se deve ter de Deus, pois ao atribui-lhe características humana seria também limitá-lo conforme os humanos.

Na realidade é justamente isso que o teísmo aberto propõe, se é de forma tendenciosa ou não, não cabe a nós julgar. Mas pensar que um sEr dotado de todo conhecimento prévio de tudo que iria ocorrer mesmo antes que essas coisas existissem de fato. É um sEr que esta fora do tempo,  no sentido de limite, e que pode ser pego de surpresa, aponta para uma negligência de um dos principais atributos de Deus, a onisciência.
O salmos 139 nos demonstra que o salmista tinha uma sensação divina de um ser que transcende toda e quaisquer esfera humana, pois em sua declaração melódica entende que este sEr se diferencia de todos os outros que possas existir em quaisquer lugares do universo. O salmo 139 em seu verso 6 dá o checkmate em toda teologia relacional, o verso traz a seguinte informação; Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. Aqui é o cerne da questão. O salmista Davi era de fato um homem que tinha intimidade com Deus e que entendia seus desígnios e planos e partindo do princípio que foi inspirado por Deus a ponto de deixar relatos na bíblia, deve-se ter algo a mais que nós homens contemporâneos. O salmista reconhece que por mais sabedoria que venha a ter, por mais conhecimento ou quaisquer outras coisas, nada disso é superior à ciência divina, a racionalidade divina. Estas, são tão altas que não se pode alcançar e isso funciona como uma cerca que determina o limite até onde o homem limitado deva ir. É justamente neste local que o homem deve parar e o salmista parou. Querer ir além disso é sinônimo de heresia, é sinônimo de teologia relacional.
Um outro bom exemplo destes homens que decidiram pular a cerca que determina o limite, e que decidiram adentrar num terreno impróprio para os mesmos e para o seu intelecto chama-se René Kivitz, que a pouco teceu um comentário acerca do apóstolo Paulo dizendo que o apóstolo, um dos mais proeminentes do colégio apostolado, não soube o que disse em uma de suas cartas. Disse ainda que Paulo complicou a passagem bíblica e que ele, René Kivitz, ia descomplicar o que Paulo complicou. Como diria o jornalista Boris Casoy, “ Isso é uma vergonha” Parece que o avanço a esta área restrita que é de domínio apenas divino, não é apenas uma fábrica contínua de heresias, mas também, de presunção.

Os versos 1-4 do Salmos 139 mostram que realmente Deus conhece o futuro e não apenas uma parte desse, mas todo.

"SENHOR, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces".

            Além deste texto, é possível lembrar de outro texto que mostra Jesus interrogando a Pedro quanto se este o amava de fato, na ocasião Jesus pergunta a Pedro se ele o amava João 21: 15 a 17. Nesta ocasião Jesus apresenta uma característica inerente somente a Deus, a onisciência, quando sabe que Pedro o negará antes mesmo que o galo cante. Ou seja, Essa é a prova inequívoca que Jesus e Deus são as mesmas pessoas. Por isso não há confronto quando se adorava a Jesus nas escrituras. A adoração a Jesus não era rejeitado por Deus. Assim, a ideia é corroborada  com o texto que alega Deus não dividir sua glória com ninguém. E se Jesus foi adorado e não houve repudia divina, bem como na ocasião do bezerro de ouro com Arão Ex. 32, mostra que Jesus e Deus são as mesmas pessoas e eram harmônicos quanto glória e atributos.

            As escrituras nos mostram um Deus que é totalmente imanente, mas possui um limite quanto a isso, é como se fosse aquela cerca de limite que mencionou-se anteriormente. Apesar de se relacionar com sua criação existe uma separação e um terreno onde o homem não deve entrar. Em Js. 3:4 Josué orienta o povo a não se aproximar da arca, Ela tinha que está a uma distancia considerável dos homens e isso aponta para santidade de Deus que não pode ser homogeneizada com o homem pecador. Eis ai o limite em que o homem não deve avançar, quem assim o fez sofreu na pele a conseqüência como Uzá em I Cr. 13:9-10. Assim como Uzá, muitos homens estão mortos espiritualmente e não conseguem mais ver a essência do evangelho por infringem, mesmo que com boas intenções, este limite que há entre as coisas inacessíveis de Deus e as coisas que só dizem respeito ao homem. A teologia relacional infringe esta área, os teólogos relacionais infringem está área e por isso que seus pensamentos estão mortos e não produzem nada além de heresia.

            Teísmo aberto  é a teologia que nega a onipresença, a onipotência e a onisciência de Deus. Pois se um desses atributos cai expõem os outros ao efeito dominó, ou seja, todos caiem juntos. Seus defensores apresentam outra definição onde afirmam pretender uma reavaliação do conceito da onisciência de Deus, na qual se afirma que Deus não conhece o futuro completamente, e pode mudar de ideia conforme as circunstâncias. Afirmam também, alguns defensores, que o termo “Todo-poderoso” não pode ser extraído do contexto bíblico pois, segundo eles, a tradução original da palavra do qual é traduzida tal expressão havia se perdido ao longo dos séculos.
 
O Teísmo Aberto defende que Deus se relaciona intimamente com o homem, em detrimento de sua onisciência que seria prejudicada com a dádiva do livre arbítrio; Deus saberia o futuro, mas não todo o futuro, pois esse futuro ainda não teria existência na presença de Deus, dado o livre arbítrio do homem concedido por Deus.
Os defensores da Teologia Tradicional afirmam que seria um completo absurdo Deus se despojar do direito de saber todas as coisas, pois, sendo assim, Deus viveriam incertezas, não tendo controle sobre os eventos futuros do Universo.
Contudo, defende o Teísmo Aberto que Deus é Todo-poderoso exatamente por causa desse despojamento, visto que mesmo tendo ausência de controle sobre as escolhas humanas, Deus é capaz de governar o futuro vaticinado. Ou seja, exatamente porque Deus não se preocupa em estar no controle de suas criaturas é que ele demonstra estar realmente no controle.

Tudo teria surgido na bem intencionada apologética de alguns teólogos de livrar Deus da maldade existente no mundo, como explica Luiz Sayão, lingüista e hebraísta pela USP, é uma teologia tipicamente Norte Americana: prática e simples. Em outra curta frase apresenta as conclusões do Teísmo Aberto: “Deus precisa deixar de ser Deus, tornando-se menos onipotente e onisciente para que não seja responsabilizado pelo sofrimento do mundo”.

Luís Saião também tece um comentário acerca desta teologia alegando ser esta uma tentativa de resposta extrema ao calvinismo. O que ocorre é que o teísmo aberto tenta de uma forma ou de outra da uma nova explicação para os atributos tidos como incomunicáveis de Deus. A onisciência divina é questionada  quando se fala em livre arbítrio. Ou seja, a bondade de Deus de apresentar um futuro a ser escolhido pelo homem. Segundo os teólogos relacionais, o homem tem livre escolha do bem e do mal, e a bondade de Deus em conceder liberdade ao homem impediria, moralmente, o Soberano de intervir e estabelecer os eventos futuros. Em defesa disso, apresenta-se a ideia de que se há maldade no mundo, Deus não seria o construtor dessas desgraças e destruição. O livre arbítrio do homem o levara ao futuro estabelecido pelo próprio homem e Deus não teria participação nos eventos catastróficos e malévolos desse século. As explicações da Teologia Relacional consistem em apresentar críticas sobre a teologia tradicional, que estabeleça que Deus está no controle de tudo, frase que caia em desuso por estes teólogos.

Em contra partida, a teologia reformada defende que defende que o livre arbítrio do homem é ilusório, e que até mesmo a capacidade de fazer o bem por parte do homem tem a interveniência do Espírito de Deus, assim, o livre arbítrio humano seria absurdo, fazendo duras críticas à teologia arminiana, defensora do livre arbítrio. Na realidade existe um paradigma criado pela teologia relacional que alega não ter como Deus saer qual decisão será tomada pelo homem no futuro, se este tiver o livre arbítrio, logo, Deus não sabe o que o homem fará, sendo assim, não sabe o que ocorrerá amanhã.

CONCLUSÃO
Por tanto, concluí-se que nada, absolutamente nada, pode pegar Deus de surpresa, ou seja, mesmo sem querer o mal do homem, más se este homem cometer algum mal contra si próprio isso não fugiu do controle divino. E aqui é necessário lembrar a definição de Norman Geisler “ Deus está no alto da montanha e de lá ver o trem por completo”[1] Se algum intercurso houver no caminho deste trem não pegará Deus de surpresa, sabendo que Ele é soberano o suficiente para evitar ou permitir o referido intercurso.
Outra questão é sobre o livre arbítrio. Entende-se que de fato o livre arbítrio não passa de uma mosca ranço, ou seja, ninguém ver. Acredita-se que livre arbítrio dentro da teologia é poder ou não de cometer pecados e não de tomar decisões, o fato de se tomar decisões diz respeito a uma livre agencia e não livre arbítrio. Por tanto, só houve um homem e uma mulher que viveu num ambiente isento de pecado e que poderiam de fato pecar ou não pecar, estes sim puderam escolher, coisa que nenhum outro pode mais. Bem como nos diz o salmista; Em pecado fui concebido Sl. 51.5.

            REFERENCIAS

pt.scribd.com/doc/.../NAO-TENHO-FE-SUFICIENTE-PARA-SER-ATEU
      www.origemedestino.org.br/blog/johannesjanzen/?post=284

voltemosaoevangelho.com/.../norman-geisler-9-razoes-porque-devemos



[1] pt.scribd.com/doc/.../NAO-TENHO-FE-SUFICIENTE-PARA-SER-ATEU

terça-feira, 17 de setembro de 2013

TEÍSMO ABERTO - Edileide Maria da Silva Almeida

TEÍSMO ABERTO


Aluno: Edileide Maria da Silva Almeida
Professor: Pr. Jonas Silva

O “Teísmo Aberto” ensina que, por amor, Deus trouxe à existência criaturas e quis relacionar-se com elas, mas, para que este relacionamento fosse verdadeiro, estas pessoas precisavam ser totalmente livres; por isso, Deus, em amor a este relacionamento, abriu mão de Sua soberania, erguendo-se do trono do universo e unindo-se aos agentes livres que criou, para juntamente com Eles construir o futuro. A bíblia os mostra que Deus estar no controle de todas as coisas e opera na vida daqueles que ele criou para sua glória. O deus pregado pelo teísmo aberto é um deus que necessita do homem para estar com ele e tem uma necessidade de relacionar-se o “Deus” mencionado nas Escrituras Sagradas como o Todo Poderoso é um Deus que tem prazer no relacionamento com os homens, mas que não tem nenhuma necessidade, ou seja, Ele não depende do homem, Pois é Deus Detentor de todo poder.


INTRODUÇÃO

"Teísmo aberto”, também conhecido como “teologia da abertura” e “abertura de Deus”, é uma tentativa de explicar a relação entre o pré-conhecimento de Deus sobre os fatos e o livre arbítrio dos homens. Os argumentos do teísmo aberto são essencialmente estes: Seres humanos são verdadeiramente livres, Se Deus soubesse o futuro absolutamente, os seres humanos não poderiam ser verdadeiramente livres, portanto, Deus não sabe absolutamente tudo sobre o futuro. O teísmo aberto acredita que o futuro não pode ser conhecido. Portanto, Deus sabe tudo o que pode ser sabido, mas Ele não conhece o futuro.





1.      Teísmo Aberto e a Bíblia

O que é Teísmo Aberto: É a teologia que nega a onipresença, a onipotência e a onisciência de Deus. O termo “Todo-poderoso” não pode ser extraído do contexto bíblico, pois, segundo eles, a tradução original da palavra havia se perdido ao longo dos  séculos. Seus defensores apresentam outra definição onde afirmam pretender uma reavaliação do conceito da onisciência de Deus, na qual se afirma que Deus não conhece o futuro completamente, e pode mudar de idéia conforme as circunstâncias.
Em 1980, um teólogo canadense Clark Pinnock, começou a publicar textos questionando a presciência divina na metade do século XX, Arminianos radicais, como Clark Pinnock, Richard Rice, Greg Boyd, John Sanders e David Basinger, reconheceram que se Deus prevê algo, então este forçosamente vai acontecer em outras palavras, à presciência de Deus também é uma limitação do livre-arbítrio, por isso, eles negaram que Deus conheça o futuro.
Em síntese, o “Teísmo Aberto” (ou “Teologia Relacional”) ensina que, por amor, Deus trouxe à existência criaturas e quis relacionar-se com elas, mas, para que este relacionamento fosse verdadeiro, estas pessoas precisavam ser totalmente livres; por isso, Deus, em amor a este relacionamento, abriu mão de Sua soberania, erguendo-se do trono do universo e unindo-se aos agentes livres que criou, para juntamente com Eles construir o futuro. Deus também deixou de lado Sua Onisciência, pois, não haveria um relacionamento de fato livre se ele soubesse o que faríamos amanhã, por isso, Deus poderia saber tudo acerca do passado e do presente, mas não do futuro. Expressa Pinnock, um dos maiores propagadores da visão aberta de Deus:

Vemos o futuro não como totalmente estabelecido, e isto, é claro, relata os riscos que Deus encara no futuro. Nossa segurança advém, não da crença de que Deus conhece tudo exaustivamente (uma visão que questionamos biblicamente), mas da crença que ele tem a sabedoria para lidar com qualquer surpresa que se levante (apud REYMOND, 2011, p. 347).

Meu objetivo com este artigo é defender a onipresença, a onipotência e a onisciência de Deus, Crendo por meio de sua Palavra Revelada a nós que Ele é, e sempre será o “Todo Poderoso” sobre todas as coisas. No Salmo 139 observaremos que além de uma oração trata-se também um pouco sobre três atributos de Deus: o conhecimento, a presença e o poder. Nos versus 7 á 11, Davi pergunta se existe algum lugar para onde ele poderia fugir da presença de Deus. A resposta é negativa, pois a onipresença do Senhor não pode ser limitada pelo espaço nem vencida pela velocidade e tampouco é afetada pelas trevas.

Portanto, melhor seria chamar a “coisa” de “antropoteísmo aberto”. Sim! Pois é apenas disso que se trata em tal reflexão. Assim, como algo relativo ao homem é admissível a reflexão. Afinal, o homem pode, no máximo, falar de si mesmo. Entretanto, quando a pretensão é explicar Deus em relação ao homem e à existência, a sabedoria das melhores palavras se converte em estultícia. (Caio Fábio)

Os atributos são as qualidades inerentes a um sujeito, elas o identificam, distinguem ou analisam. Os atributos de Deus não são partes que compõem Deus. Cada uma delas descreve o que Ele é. Deus é mais do que a soma de todas as suas perfeições. Ao colocar  aqui todos os seus atributos seriamos incapazes de descrever Deus completamente. A expressão todo poderoso é usada apenas para referir-se a Deus na bíblia, ocorrendo 56 vezes, e essa é à base do conceito de onipotência. Deus revelou a si mesmo como o Deus todo-poderoso a Abraão Gn. 17.1 “Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse: "EU SOU O DEUS TODO-PODEROSO; ande segundo a minha vontade ­e seja íntegro.” a Moisés Êx. 6.3 “Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus todo-poderoso, mas pelo meu nome, o Senhor, não me revelei a eles.” aos cristãos 2Co. 6.18 "e serei o seu Pai, e vocês serão meus filhos e minhas filhas, diz o Senhor todo-poderoso.”e a João diversas vezes em Apocalipse 19.6/ 1.8 "Eu sou o Alfa e o Ômega", diz o Senhor Deus, "o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso.".
Deus conhece todas as obras desde o início Atos 15.18. “Ele conta o número das estrelas e as chama pelo nome Salmos 147.4”.  “Nosso Senhor demonstra sua onisciência quando declara o que poderia ter acontecido em Tiro e Sidom, Mateus 11.21”.  “Deus conhece tudo a respeito de nossa vida mesmo antes do nosso nascimento, Jeremias 1.5 A palavra do Senhor veio a mim, dizendo: Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações”. Como o Deus do Ateísmo Aberto pode ser o mesmo Deus da Bíblia Sagrada? Se o Deus que escolheu a Jeremias conhecia bem o futuro e suas necessidades por isso chamou o profeta ainda no ventre para fazer parte da sua revelação na história humana.
            Afirmar que Deus é incompreensível equivale a dizer que nossa mente não é capaz de conhecê-lo. Afirmar que Ele é cognoscível equivale a dizer que pode ser conhecido. As duas afirmações são verdadeiras, ainda que nenhuma delas em sentido absoluto. O Próprio Deus é a fonte do que conhecemos dEle. Existe só uma verdade e esta provêm de Deus, pois desde que o pecado entrou no curso da história, o homem cria aquilo que chama de verdade,  mas que, de fato, não é.
           
O chamado “Teísmo Aberto”, o qual, em síntese, “se faz acontecer” sob a pretensão de alguma relevância, em razão do velho conflito entre a Soberania de Deus e a Liberdade do Homem. Sendo que, em tal caso, as noções de “soberania divina” são aquelas de Calvino (ainda Calvino...) e as supostas contradições que tal teologia apresenta acontecem frente ao conceito calvinista de Soberania em contraposição à Liberdade Humana.  Além disso, do ponto de vista do “Teísmo Aberto”, tem que haver uma síntese entre a tal “soberania divina”, de um lado, e, do outro, a “liberdade humana”. E, nesse caso, o “Teísmo Aberto” seria a “síntese”, pois, em tal perspectiva, Deus e o Homem são co-autores de suas histórias: a História de Deus sendo afetada pelo homem e a história do homem sendo afetado pela História de Deus.  Assim, Deus e o Homem tornam-se sócio no tecer da História que lhes é comum. E, a partir disso, Deus já não diria ao homem algo como “sem mim nada podeis fazer”, pois o homem diria de volta: “Sem mim também, o que farás?”. (Caio Fábio)

            Segundo a Escritura, a intervenção de Deus, no que podemos conhecer dela, começa na criação, ainda que tenha nos amado antes da própria fundação do mundo. A partir de então, não parou de intervir, seja falando, agindo, alterando, mudando, fazendo tudo o que condiz com os seus propósitos eternos. Se a Escritura é de fato a Palavra de Deus, sua revelação, então o Deus que intervém existe e foi o mesmo Deus de Jô. Homem que sofreu profundamente para aprender quem Deus é e que, finalmente, pôde ver a Deus. Mesmo tendo sofrido, viu a graça do Deus que intervém restaurando-lhe.
            Aliás, há uma ironia aqui: O livro de Schaeffer que teve o título traduzido como "O Deus que intervém", literalmente chama-se "O Deus que está lá", o que não faria tanto sentido na língua portuguesa. Schaeffer escreveu o livro com este nome exatamente para mostrar que na cultura do final do século XX, influenciada pelos muitos anos do desenvolvimento científico e cultural do ocidente, Deus tornou-se uma construção ideológica e não o Deus da Bíblia. O Deus que intervém e revelou-se em Jesus Cristo foi transformado pelo racionalismo humanista em um deus impotente, facilmente substituído pela capacidade humana.
            O teísmo aberto não passa de uma mera vaidade humana na sua deficiência em ser submisso a Deus, buscando em argumentos fracos e produzidos pelo pequeno conhecimento de Deus, homens que perderam os valores bíblicos (se um dia o tiveram), Eu compreendo Deus a partir da eternidade. "A tua palavra, Senhor, para sempre está firmada nos céus" (Salmo 119:89); "todos os teus mandamentos são verdadeiros, tu os estabeleceste para sempre" (Salmo 119.151,152). Deus conhece tudo por estar diante dEle e no controle dEle, pois Ele estar sobre a história. Por sua vida imutável Ele existe para sempre e é sempre o mesmo; não envelhece sua vida não aumenta nem diminui; não ganha novas forças nem perde a que possui; não amadurece nem se desenvolve; "vida indissolúvel" (Hb 7.16 Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível).

Existem várias afirmações de que Deus conhece o futuro, Ele conhece porque para que Deus possa determinar algo no futuro ele deve necessariamente e obviamente saber onde estará a história para que ele determine alguma coisa na nela. (teólogo Brasileiro Ariovaldo Ramos)
           
            Quando concordamos com o Teísmo Aberto em pensar que Deus muda e se adapta, que ele se relaciona, que ele vai reagindo ao homem a quem Ele conferiu uma espécie de autonomia de vontade, de livre arbítrio que toma precedente sobre o próprio arbítrio de Deus. Deus criou tudo e todos e deu um passo para trás como se Deus estivesse reagindo a nós (criação humana).
Deus é "desde a antigüidade" (Salmo 93.2): "o Rei eterno" (Jr 10.10); "Incorruptível" (Rm 1.23); "o Único que é imortal" (1Tm 6.16); "Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus" (Salmo 90.2); “A terra e o céu perecerão, mas tu permanecerás; envelhecerão como vestimentas... tu permaneces o mesmo, e os teus dias jamais terão fim" (Salmo 102:26,27); "Eu [Deus] sou o primeiro e sou o último" (Is 48:12); “Pois eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3:6). O Caráter de Deus é imutável: Deus nunca se torna melhor do que sempre foi; o caráter de Deus é hoje, e sempre será exatamente como era nos tempos bíblicos; "(Deus) em quem não pode existir variação ou sombra de mudança" (Tiago 1.17).

Concluímos, portanto afirmando que Se concordamos com o Teísmo Aberto, logo concordamos que Deus é menos do que a Bíblia diz que Ele é. Não estaremos levando em conta o valor das Escrituras Sagradas. E isto é heresia.

PORQUE EU, O SENHOR NÃO MUDO; POR ISSO VÓS, Ó FILHOS DE JACÓ, NÃO SOIS CONSUMIDOS. (MALAQUIAS 3:6).



REFERENCIAS:

·         pt.wikipedia.org/wiki/Teísmo_aberto
·         www.gotquestions.org/Portugues/teismo-aberto.html
·         www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=02487
·         www.youtube.com/watch?v=yRT90FFZ9q0